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Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

09
Set08

A terra dos regressos.

Marco

Ainda o Alentejo. Ainda a palavra imensidão a significar-se a si mesma, ainda nova, ainda por gastar tal como as cores e os cheiros, o Alentejo na sua quase inocência, belo dentro de uma pureza que é suave, meiga, calorosa, sorridente, ainda o Alentejo no seu estado puro, tremendo, castiço, cantando-se, sorrindo-se enquanto espera, espera se calhar que o tempo não lhe acerte, que o mundo continue assim, esquecido, distraído, preocupado com todos os nadas, distante, correndo apressado atrás da sua cauda, rodopiando à volta do vazio, procurando um tudo que nunca aparece, nunca aparecerá...

Ainda o Alentejo. Ainda as pessoas e a sua essência, ainda a simplicidade como se coisa comum, a simplicidade desarmante, as pessoas elas mesmas, as pessoas, capazes de gestos leves e palavras puras, encantadoras, as pessoas a significarem-se a elas mesmas, sem metáforas, sem eufemismos, sem qualquer figura de estilo, sem máscaras, as pessoas de braços abertos, as pessoas celebrando os minutos, as horas, os dias, saboreando cada pedaço de vida, aceitando-a numa paz de fazer inveja, apaixonantes, fascinantes, as pessoas como derradeiro significado da palavra beleza, inesquecíveis.

Ainda o Alentejo. Ainda o amanhecer feito paleta de cores, feito pintura de museu, obra-prima de um mestre esquecido, ainda as tardes de silêncio, enormes, tardes quentes de um tempo parado, tardes eternas que mergulham sem aviso num escuro de brilhantes, num escuro de pérolas suspensas no ar, vagueando em cima das almas que se estendem para elas, numa admiração horizontal, numa admiração de criança, num reencontro com os fascínios que não deveria nunca acabar, ou pensando melhor, que nunca acaba, ou não fosse o Alentejo a terra onde ninguém vai, mas onde toda a gente regressa. A si.

26
Ago08

Zé Maria Pincel.

Marco

É longe o lugar onde me detenho, onde caminho tardes inteiras enquanto repouso ao lado de um tempo que me finta, passando apenas nas minhas distracções ou nas minhas ausências, quando decido aparecer e fingir-me de sorrisos, disfarçado de encantamentos, escondido dentro de partidas que me protegem de perguntas incómodas, que me afastam de respostas que conheço mas que não desejo pois prefiro-as para mim, na hora de regressar e regresso todos os dias, ao fim da noite, quando já não sobra estrela nenhuma para se despenhar dos céus do Alentejo.

A minha verdade é outra coisa que nem consigo explicar, conheço-me bem demais para tentar definir-lhe todos os contornos, é se calhar um género de grandeza ou talvez uma fé – eu que não sou nada dessas coisas, mas uma fé que significa convicção, uma convicção que são ideais e aqui pergunto: será que todos se esqueceram dos ideais? em que acreditam vocês? e lá está, é longe o lugar onde me detenho, pudesse eu e uma mochila nas minhas costas, mundo fora, à procura do lugar onde se despenham as estrelas, em busca dos olhares profundos – sinto falta dos olhares profundos, à redescoberta deste eu que tanto me chama.

Sou bem mais do que pareço, sou a vontade do vento e tal como ele, deixo-me deslizar, as correntes matam-me e o meu nome escreve-se da mesma maneira que liberdade, sou tudo aquilo em que acredito e acredito cada vez mais, na minha verdade, sonho-a com o lento passar das horas, os ideais – não se esqueçam dos ideais! o pensamento, a igualdade, a utopia, sim, como gostaria de um dia caminhar na rua e descobrir que nos olhares havia de novo aquela profundidade, aquele brilho de quem se detém horas sob as estrelas, as vê-las despenharem-se no infinito da imaginação. Até lá, vou sorrindo em vez de desistir.

30
Jul08

Flashes.

Marco

À entrada havia um tremendo par de chifres mesmo por cima da porta que se abria com dificuldade, como que pedindo certezas absolutas antes de qualquer gesto. O tempo ali era pouco iluminado. Johnny Cash flutuando por cima das pessoas que nunca antes tinham sido tanto elas próprias. Ali, não lhes restava mais nada. Elas e elas. O balcão feito de madeira gasta e riscada suporta-lhes os cotovelos e os copos com que apagam as chamas que lhes fustigam a alma. Histórias avulso. Vidas longínquas a cruzarem-se naquele ínfimo ponto de coisa nenhuma, apenas elas e elas e mais nada, nem passado, nem futuro. Elas.

Na rua, havia o frio a ocupar o espaço deixado disponível pelos prédios e pelos carros e pelas pessoas que corriam a desviar-se dele. Havia uma noite que apressava todos os processos, como se esta tivesse cara de monstro ou fizesse mal à saúde, provocando a pressa, roubando tempo ao tempo. Um tempo de segunda. Menos valioso. Menos tempo. Feito para passar rápido, de fugida, num instante. Sobrava o frio, na forma de vento, derrapando nas esquinas, fazendo rodopiar as folhas desistentes, conformadas com a distância crescente entre elas mortas e elas vivas, alegres, no topo de uma qualquer árvore esquecida.

Da janela que nem é janela mas antes um ecrã gigante, o mundo ganha uma dimensão silenciosa que o torna estranhamente cinematográfico. Como se as pessoas fossem personagens e os seus movimentos tudo menos espontâneos, sendo cada gesto um pedaço do guião, cada movimento um acto ensaiado com minúcia, todos os dias, à mesma hora, no mesmo local. Da janela, ou melhor, no ecrã, o mundo é um local distante e existem personagens que se representam a si mesmas enquanto não passa a noite, que é tempo roubado ao tempo, do lado de fora da porta que se abria com dificuldade, como que pedindo certezas absolutas antes de qualquer gesto. 

25
Jul08

O Brasil.

Marco

Sei que a primeira sensação foi a de um escuro já esquecido, conformado com a sua condição, tremendo, esmagador, capaz de todos os segredos sem quem ninguém sequer desconfiasse, um escuro apenas contrariado em ocasiões muito especiais, fosse um carro sem direcção perdido na noite, fosse uma casa que de casa apenas o conceito, desafiando sempre os limites da pobreza e ainda assim repleta de pessoas habituadas ao nada como o tudo e até felizes por isso, tranquilas de tão distantes das exigências a que os sonhos sempre obrigam, transbordando coisas coisas coisas e mais coisas.

Não ter nada foi pela primeira vez verdade à frente dos meus olhos e aqui o nada escreve-se com todas as letras de todos os alfabetos e significa um vazio capaz de magoar, capaz de ferir, um vazio combatido apenas a sorrisos que nunca entendi muito bem se de simpatia, se de ironia perante o destino dos dias iguais aos outros num cenário onde o paraíso parece sempre tão próximo, tão palpável, tão real, a escapar-lhes como areia por entre os dedos, a fugir-lhes troçando deles em todos os minutos, dando sempre a ideia de estar reservado em exclusivo para nós, visitantes do regresso anunciado.

E regressei. Regressei ao Brasil que coube dentro das fotografias e que se pinta de um verde opaco, onde existem as praias encantadas, as pessoas inesquecíveis, os momentos que agora se repetem na minha memória saudosa, as aventuras, os lugares da perfeição, a vida em estado bruto. E revejo o pequeno Bartunis (nome inventado por mim), e encanto-me com o brilho daqueles olhos inocentes, fundos como a noite e apenas desejo que um dia possa realizar o sonho de ser o Cristiano Ronaldo e que a felicidade dele possa ser bem maior do que receber um ou dois reais em troca de um simples pacote de cajus.

18
Jul08

Voltar.

Marco

E então as pessoas decidiram voltar a apaixonar-se como se essa fosse uma decisão igual a escovar os dentes ou ver se no correio hoje correio, mas mais do que isso, decidiram apostar nessa felicidade que nunca para sempre apesar de sempre para sempre e eu nisto de apenas ficar atento, nisto de molhar apenas o pé em vez de mergulhar a fundo, com medo talvez das ondas, das marés que nos puxam para dentro sem aviso, preferindo a beira mar onde a areia se alisa em vez de um grito desesperado por ajuda até que alguém corra a salvar-me do afogamento mais do que certo.

Ainda assim gabo-lhes a paciência, gabo-lhes acima de tudo a capacidade quase ingénua de acreditar, repetindo as caminhadas do passado na bonita esperança que um novo destino, o tal que se apaga lentamente com o passar dos dias fazendo lembrar os desenhos imperfeitos sumidos por uma borracha que tudo leva e nisto eles caminhando, reconhecendo lugares, lembrando gestos de outros passeios, vivendo de novo aquilo que já uma vez foi, aproveitando esses instantes numa ingenuidade tão forçada quanto enganadora, sempre na secreta esperança que desta vez chegarão ao outro lado.

Se calhar e apenas se calhar nunca se afogaram, se calhar nadam com a calma dos campeões em braçadas calmas, seguras e sabem sempre o momento de voltar a terra, antes das ondas e das marés, onde se enxugam às tuas toalhas deitando-se depois ao sol à espera que a vontade de novo banho apareça para se decidirem, tal como decidem escovar os dentes ou ver se no correio naquele dia correio. Nisto levantam-se alegres, aproximam-se do mar, passam por mim, e não demoram quase nada a mergulhar com toda a convicção deste mundo enquanto eu vou molhando os pés, cheio de dúvidas.

12
Jun08

Finalmente.

Marco

Tenho a certeza que se alguém fizer o mesmo que eu e reparar nas palavras que escreveste vai logo comentar e comentar e comentar e depois as pessoas irão com certeza correr a ler esse pedaço de perfeição e nos seus rostos um enorme brilho que é felicidade, que é alívio, que é orgulho, que é saudade, que é pressa de reencontro, que é finalmente certeza depois de tanto tempo de nuvens duvidosas a tapar o bonito encanto da tua magia que, segundo as tuas palavras, está finalmente de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

Parece que já estou a imaginar-te de novo sentada atrás do biombo por onde tantas vezes espreitei, afogada em facturas que a mim sempre me pareceram escrita russa ou árabe ou pior ainda, feliz a conferir números e equações, cantando ao de leve as músicas que a rádio te oferece, antes de decidires visitar a nossa que agora é a sala deles, onde tantas vezes me encantei com a harmonia da tua presença, sempre leve, tipo brisa fresca em dias quentes de verão, qual corrente de ar que janela nenhuma jamais será capaz de reter.

Desta tua amiga e admiradora que já voltou... Pois é, Xristas, não precisavas de escrever mais nada para me encantar como se encantam as crianças e te garanto, fosse eu um desses que premeiam os que merecem e tu diante de uma plateia rendida, de certeza corada de vergonha, a agradecer tantos aplausos com palavras meio atrapalhadas, meio sem jeito, palavras a saca-rolhas que isto da fama não é coisa para ti, mas por certo feliz, desejosa de correr logo logo para o teu cantinho atrás do biombo onde contas sem fim te esperam há tempo demais para ser verdade.

É tão bom ter-te de volta.

26
Mai08

Chila, este é para ti.

Marco

A franja lisa que se equilibra mesmo por cima dos olhos pinta-lhe no rosto uma inocência que comparo à dos dias longos em que de tarde era feliz a ver o agora escolha, acreditando que aquelas cidades de ouro eram a sério e eram tudo aquilo que queria descobrir um dia mais tarde, quando fosse já grande e pudesse sair estrada fora sem ter de faltar às aulas de meio físico e social, educação física e outras que na altura eram o meu emprego e que tanto tempo me consumiam a mim, rapaz aplicado em ser o mais competente e verdadeiro de todos os Indianas Jones desta vida.

De modo que a franja fez-me acima de tudo acreditar, o que diga-se, é bastante saboroso, embora custe sempre aqueles jantares de toda a gente com toda a gente sedenta de um olhar, de um gesto, de um momento para gravar nas recordações que ficam do lado de cá, com aqueles a quem a vida desvia de aventuras mais gloriosas, calhando-lhes em sorte filas de trânsito, pessoas que se acotovelam, algo tristes, algo esquecidas de si mesmas, correndo empenhadas em derrotar um passar de tempo sempre impossível de contrariar, por maior que seja a habilidade.

E assim naquela noite em que a franja esvoaçou uma última vez antes do check- in, lembrei-me que os grandes heróis são assim mesmo, não têm nunca lugar fixo, incapazes que são de resistir a uma nova e ainda mais difícil aventura e por isso mesmo não me chateei, bem pelo contrário, sorri-lhe, abracei-a e corri para casa, onde me sentei e onde todas as tardes espero, à frente da televisão, o agora escolha, para poder ver cada detalhe dessa tua aventura na cidade de ouro que te recebeu de braços abertos, orgulhosa que está por ser nela que depositas os teus sonhos. Nós, claro está, sonhamos contigo!

14
Mai08

O telefonema.

Marco
Naquele sucessivo ecoar de toques que mais pareciam as badaladas intermináveis de um relógio avariado nas seis da tarde seis da tarde seis da tarde seis da tarde seis da tarde seis da tarde um livro inteiro por desenhar – que os livros desenham-se com palavras, e apenas o nada, acompanhado do som de um motor parado, estacionado, esperando, esperando, e apenas o nada que eram aqueles toques sucessivos que muito bem poderiam ser pontos de interrogação, compassados, ou se calhar reticências, talvez reticências, não, ponto final... parágrafo.

Do outro lado talvez um olhar e se calhar um agora não me apetece ou talvez um é melhor não atender e daí as badaladas e tanta coisa a ser decidida naquela quantidade de segundos que se despedaçaram no chão tornando-se tempo perdido, tempo sem tempo para ser recuperado, ido, do outro lado uma escolha, se calhar um talvez seja melhor assim ou quem sabe um agora não é o momento certo como se isso dos momentos certos existisse, como se a vida tivesse uma hora marcada e tudo o resto fosse sala de espera onde uma pálida luz nos lembra da nossa precária existência.

O motor era calado, baixinho, sereno e no céu voava um vento livre, fresco enquanto cá em baixo um relógio avariado nas seis da tarde seis da tarde seis da tarde seis da tarde seis da tarde seis da tarde e as páginas limpas de texto, em branco, caladas, fechadas, arrumadas e o motor já não calado, acelerando, gritando estrada fora, clamando as palavras da incompreensão e deixando-as para trás, como um rasto de memórias que disso não passariam, vergadas, esmagadas ao peso das badaladas perdidas que nessa tarde haveriam de ecoar pela última vez.
05
Mai08

Três dias depois.

Marco
Eles eram jovens e não acreditavam em dias simplesmente parecidos, muito pelo contrário, sabiam-nos tão distintos como as paredes dos edifícios que se espalham cidade fora, piscando-nos o olho em sinal de boas vindas como se todo o tempo até então tivesse sido de uma espera longa, angustiosa e como não acreditavam em nada disso, decidiram arriscar, decidiram viver uma história de cada vez, esquecendo sempre o amanhã, decidiram vencer as horas pelo cansaço, decidiram encontrar-se ali, uns com os outros e consigo mesmo, desconhecidos com desconhecidos, combinaram em segredo, fizeram as malas, soltaram o último suspiro e partiram.

Eles viviam as suas vidas fazendo equilíbrio em cima dos limites e sorriam sempre que espreitavam para baixo, como se o grande risco que corriam fosse não correrem qualquer risco e brindavam a isso e avançavam seguros e eu a invejá-los – talvez a admirá-los, a cada pequeno instante, como se o mais ínfimo detalhe fosse uma ideia genial que me escapou por entre os dedos, como se aquelas personagens não fossem de verdade e sim actores da Residência Espanhola, como se aquelas ruas quentes e requintadas não fossem  Barcelona mas sim alguma sala de cinema onde nenhuma história vive mais do que um punhado de dias terrivelmente finitos. 

Já todos o sabiam à partida, eu mesmo acho que o sabia à partida, e ninguém ousa sequer pensar muito nisso. O tempo passa quando desviamos o olhar e por isso a sua atenção – a minha atenção, os seu olhares ávidos do sabor que se esconde dentro de um momento, os seus passos a cruzarem-se nos meus, as suas palavras a mergulharem nos meus ouvidos, os seus sorrisos afundados num olhar que procurei nunca desviar, mas que infelizmente, por certo numa pequena distracção que tive, se transformou num toque impiedoso de despertador, chamando-me, empurrando-me para fora daquela história que se fosse eu a escrever, não acabaria nunca.
15
Abr08

O senhor dos Nike Azuis.

Marco
Sentado horas de olhos cravados no chão pensa provavelmente naquilo que o separa do fim, fechado atrás de uma pele machucada que lhe fica pequena, que não lhe serve, apertando-o num desconforto visível até por quem passa de carro como eu, dia após dia, já incomodado com aquele olhar derrotado, muito impressionado com a guerra que trava com os movimentos, ele contra ele mesmo, arrastando aquele corpo como um fardo, pesado, torto, gasto, em direcção a parte nenhuma, fazendo de cada passo a sua única luta, o seu derradeiro objectivo, a sua última obrigação.

Chamo-lhe o senhor dos Nike Azuis visto que lhe desconheço tudo, nome, idade, origem, história, família, amigos, gostos, sonhos, manias, hábitos, desconheço-lhe até a voz visto que eu sempre de carro e ele sempre ali, reduzido àquele pedacinho de existência, calçado dentro daquelas sapatilhas que repete todos os dias e nas quais por certo deposita as poucas forças que lhe restam, sentado, sozinho – sempre sozinho, de olhos cravados no chão, provavelmente contando pedrinhas minúsculas ou então descobrindo desenhos nos sulcos da estrada que se lhe estende.

Ai como eu gostaria de ser senhor de textos perfeitos onde no fim de todas as palavras a felicidade e assim escreveria o senhor dos Nike Azuis a levantar-se numa bela tarde de calor onde o sol pintaria o céu em tons laranja rosa e de repente as suas pernas já não trémulas assim como as suas costas já não vergadas ao impossível peso de uma tristeza oceânica e o senhor dos Nike Azuis olhando de novo em frente, a chamar-se provavelmente Joaquim, ou Manuel, ou Francisco, rodeado de amigos, contando histórias, tendo vontades, sonhando simplesmente coisas. Ai como eu gostaria de ser senhor de textos perfeitos...

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