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Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

30
Out06

Divagações.

Marco
Não gosto destes dias que resolvem encolher. Com que direito? Quando tudo parece ir ainda a meio, eis que chega a noite, alastrando-se pelas ruas, pelas casas, por mim mesmo. É uma noite carregada de Inverno. De frio. De chuva. Uma noite que apela ao recolhimento, ao aconchego, ao conforto. Uma noite que nos expulsa do dia, como se não houvesse mais nada para viver a partir de determinada hora.

Por mais que lhe fuja, ela acaba sempre por me vencer. Cerca-me e esmaga-me. Carrega-me de horas intermináveis de escuridão. Horas em que me lembro de tudo o que me ilumina. Horas de uma saudade avassaladora, de memórias presentes, aqui comigo, mesmo que longe, mesmo que distantes. Espero. Espero o novo dia. Como agora, aqui sentado, olho o relógio abusivamente atrasado. Nada resta numa noite que se anuncia longa. Nada resta. Nada.

Por hoje, por agora, nada mais tenho a dizer. Estou já mergulhado no amanhã  que ainda não chegou. Sim, estas frases são todas elas antes de este texto existir aqui. São todas ontem. O dia, melhor, a noite em que escrevi que tenho uma vontade colossal de reencontrar o teu sorriso, o teu abraço. De reencontrar o teu olhar e nele ver reflectido o fundo de mim mesmo. Quem sabe já hoje isso seja possível. Espero que sim. Espero esta noite. Espero este dia. Espero hoje. Espero.  

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