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Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

02
Out06

Parabéns Juleco.

Marco
São oitenta e dois anos. Que idade bonita. Não bonita porque gorda, extensa, enorme, antiga, duradoura, histórica. Bonita porque cheia. Cheia de vida, de vidas. Cheia de dias cheios, carregados de sentido, numa caminhada (como lhe chamas) que para todos deveria servir de exemplo. Uma verdadeira lição onde cada hora tem uma razão de existir, uma razão para existir. Viver assim é o sonho de cada um. E que belo sonho.

Não consigo olhar-te, encarar-te como avô. Não me leves a mal. Mas prefiro ver-te como aquele amigo confidente, sempre disponível para me ouvir, sempre capaz de me aconselhar, sempre pronto para me ajudar. Um amigo de sempre, para sempre! É engraçado como os anos apenas passaram pelo teu corpo. Continuas jovem, actual, moderno e cheio de vontade de abraçar a vida e gozá-la até aos limites do possível.

Olho para trás e podia lembrar mil histórias que contaste. Poderia falar naquela vez que resolveste levar um burro para dentro do prédio onde vivias, poderia falar da vez que passaste minutos a dar passagem distraidamente a ti próprio reflectido num espelho ou poderia falar das tuas bateria feitas de tachos e panelas. Mas hoje, prefiro apenas prestar tributo não ao pai, não ao avô, não ao profissional do mil ofícios – até cantor foste, mas sim ao homem. Ao homem que me inspira a ser quem sou. Ao homem que será sempre eterno enquanto eu existir. Sempre.

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