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Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

19
Set06

Ao cair do pano.

Marco
Já o disse e volto a repetir: por vezes lembra-me um grande palco, cheio de luzes, actores. O cenário, perfeito. Dias e dias em cena. Todos os dias, as mesmas cenas. Os mesmos actores. As mesmas luzes. No mesmo palco. Uma temporada inteira levada a cena, com o público a dizer presente, aclamando, pedindo mais, sonhando ao mesmo tempo com uma nova representação, quiçá melhor ainda, mais empolgante, cheia de emoção e acção.

No fim, depois das palmas e mais palmas. Depois do bravo, do bis e mais palmas agora de pé, depois de tudo isto, o palco esvazia-se. As luzes apagam-se. O público segue em direcção a casa, comentando, recordando. Os actores descem aos camarins, despem-se das suas personagens voltando a si mesmos, às suas vidas feitas de dias seguidos, todos iguais, longe do palco do faz de conta. Longe do público das palmas, perto do resto do público.

Por vezes faz-me lembrar tudo isto o fim do Verão. Como uma grande peça que termina a sua temporada. As luzes já se apagaram. Os actores já saíram de cena. O público já rumou aos seus lares, às suas vidas, com as suas recordações. Ficou o cenário, agora vazio. Fiquei eu, como que uma testemunha disto tudo, como o guardião deste teatro que para o ano o voltará a ser. Quem sabe com um elenco ainda melhor e com mais público ainda. Por agora, há uma vida para viver. Longe das luzes da ribalta.

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