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Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

24
Out07

Tempo às histórias.

Marco
Apesar de ser algo de completamente irracional – reconheço-o sem complexos, visto que naquele instante não mais do uma duas três linhas soltas escolhidas e lidas ao acaso, adoro mergulhar livraria a dentro e folhear todos os livros que me apetece comprar e ler. Namorar-lhes a capa, deixar-me seduzir pela textura das suas páginas, sentir-lhes a alma e logo depois, ir em busca de outro e outro para poder repetir este ritual que não consigo nem quero explicar. É um momento meu, onde o tempo simplesmente não acontece.

O tempo. Aterroriza-me a gritante falta de tempo que tenho para ler todos os livros que namoro e me seduzem. Ainda hoje, naquela meia hora que durou um minuto, naveguei por romances suspenses, histórias, poesias e biografias, sabendo que muitos deles não serão meus, porque o tempo, sempre o tempo e apenas o tempo, a fugir-me ou a chamar-me para as obrigações que não me apetecem, mas obrigações e este nome mais forte do que qualquer outro, obrigações e porque obrigado, saí a correr, já atrasado, novamente atrasado.

Resta-me o consolo da noite, aqueles breves instantes entre o último tem que ser e o adormecer. Aí, já na cama, olho para o lado e vejo o enorme monte de livros que me acompanham todas as noites, muitos mais do que o tempo que lhes posso dedicar, ainda assim, gosto que eles ali, uns em cima dos outros, a esperar-me numa paciência que me toca, cheios de histórias para me contar. De seguida, pego nuns quantos e avanço, pedindo desculpa a todos os outros nos quais nem ainda toquei, dizendo-lhes que quem sabe amanhã? assim o tempo o permita, sabendo bem que lhes minto e fazendo votos para que nunca se cansem de esperar por mim.

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