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Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

19
Out07

Palavras em andamento.

Marco
Admiro-vos à brava. Vocês são um género de quarteto maravilha com o super poder de me restituir anos de vida a cada encontro, por mais fugaz, não interessa, interessa que ali todos, os cinco, num verdadeiro hino ao disparate que me deixa doridos os músculos faciais de tanto rir. É pura química. A amizade na sua mais bela encarnação. Cinco caramelos que uma vez por mês ali, simplesmente a desfrutar da companhia uns dos outros, como se o tempo nunca tivesse passado, seis anos que afinal seis dias e amanhã nova manhã de trabalho na saudosa Rua da Junqueira.

Não. Amanhã outra rua e eu bem o sei, sentado ao volante da noite. Sim, este texto foi escrito ao volante, na minha cabeça... a ganhar forma nas curvas apertadas, no quarto crescente que brilha no céu, nos pensamentos que me visitam e deixam, como as árvores que vejo no retrovisor, cada vez lá mais atrás até que nada. Regressar noite dentro é sempre um exercício de escrita... vejo palavras em todo o lado, frases que se cruzam comigo, mais do que carros, numa luta tremenda para caberem num qualquer texto. Tudo são frases, tudo são textos em movimento, esperando apenas a sua vez...

Admiro-vos à brava e agora lembrei-me dos tempos em que ficávamos no emprego noite dentro aos tiros uns aos outros no computador, como se miúdos pequenos e aqueles almoços em Belém, na esplanada ao sol, quase poesia em movimento... ainda bem que estes jantares mensais, prova de que os amigos sempre ficam e por isso, marquem lá o próximo, já sabem que por mim tudo bem, digam-me o sítio e a hora e lá estarei, pronto para mais um hino ao disparate, à parvoíce que é afinal de contas, o melhor que levamos desta vida. Estou a chegar e por isso, já mais frase nenhuma, este texto acaba com o fechar da  porta de minha casa.

Até amanhã. Ponto final.

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