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Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

22
Ago07

The Last Song.

Marco
A última canção. Poderia ser a primeira de qualquer top, mas não, deixou-se ficar para o fim, talvez querendo fazer jus ao seu nome. As notas desarrumam-se pelo ar numa harmonia para lá de perfeita, erguida à base de uma suave viola acústica que se casa com uma guitarra solitária, envergonhada, e uma bateria que quase mais parece um suspiro de encantamento perante esta beleza indescritível. Uma música pode ser tudo isto, sendo que nenhuma destas palavras lhe faz a justiça que merece.

Depois a voz. Talvez nem seja uma voz, mas uma brisa mágica que desliza invisível, fresca. Fina e elegante. Nostálgica e saudosa. Encantadora. Frágil. Tenho a certeza que mais ninguém (en)canta assim, dando a ideia que a perfeição é coisa de todos, tão banal como respirar uma vez atrás da outra. Já não é a primeira vez que aqui escrevo este nome, mas de facto Tracyanne Campbell deve vir no dicionário como sinónimo da mais profunda beleza e se tal não acontece, só mesmo a maior das distracções o pode justificar.

Ouvir os Camera Obscura não é apenas um simples acto de escutar música. É entrar dentro dela, é fazer parte desse feitiço, é ser protagonista das palavras que flutuam ao som de uma suave viola acústica, é sentir que a guitarra solitária pode muito bem ser a nossa alma, a brilhar de tão feliz, agradecendo-nos a grandeza do momento. A última canção – the last song, poderia ser a primeira de qualquer top, mas não, deixou-se ficar para o fim e agora, é a minha vez de a partilhar em todo o seu esplendor. Diz assim...

I can't call you
My phone will be relieved
You can't call me
'Cause someone else will feel deceived
I don't understand this
How did you get hold of me?
You've got me questioning my fidelity

I'll send a package in the post
I've got love to send
Should I want you the most?
But it feels like I have no defense

The tree in my garden is blossoming still
It's late this year
It's just like me, it’s wavering
Going through the motions
I want to be at home
It's an effort to get on this plane at all

It was love for sure
Every cliché in the book
I loved you more and more
With every desperate look

Don't thank me for breakfast
With your naked skin
Don't lie, don't pretend
You feel anything
My heart is no longer a friend of mine
It wants to betray me most of the time

I love you my darling
I love you my friend
I love you my darling
But it feels like this is the end.

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