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Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

14
Mar07

Os tesourinhos.

Marco
Quando era miúdo fascinavam-me aqueles brinquedos que depois de aproximados à luz de uma qualquer lâmpada, adquiriam um tom fluorescente que se prolongava noite dentro. Gostava de os levar para a cama, como se fossem o meu tesourinho secreto e depois ficar a observá-los até que o sono me vencesse. Mas antes, imaginava histórias fantásticas de naves, aventuras intermináveis interrompidas apenas para que eu pudesse descansar.

Acho que toda a vida tive uma especial queda para terourinhos. Fosse nas histórias que lia, nos filmes que via ou mesmo nas brincadeiras de escola. O conceito do precioso sempre me cativou. A ideia de haver algo de muito valioso que um dia, por alguma razão, entraria na minha vida para lhe trazer um sentido maior, superior. Não que a vida seja vazia sem eles, nada disso. Trata-se antes de algo mágico, capaz de adicionar sorrisos a uma existência já de si, feliz.

Hoje, sentado aqui, envolto num mar de recordações, sei que os tesourinhos não são fáceis de encontrar. Serão uma espécie de privilégio que devemos saber segurar nas nossas mãos e preservar o melhor que conseguirmos. É essa a nossa obrigação. Detectá-los e guardá-los para todo o sempre. Sorrio. Parece que me estou a ver a aproximar os brinquedos do candeeiro do meu quarto e a correr para a cama. Pergunto-me. Onde os terei eu deixado?

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