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Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

Deep Silent Complete

"Escrevo-me. Escrevo o que existo, onde sinto, todos os lugares onde sinto. E o que sinto é o que existo e o que sou. Escrevo-me nas palavras mais ridiculas...e nas palavras mais belas... Transformo-me todo em palavras." - José Luís Peixoto

12
Jun08

Finalmente.

Marco

Tenho a certeza que se alguém fizer o mesmo que eu e reparar nas palavras que escreveste vai logo comentar e comentar e comentar e depois as pessoas irão com certeza correr a ler esse pedaço de perfeição e nos seus rostos um enorme brilho que é felicidade, que é alívio, que é orgulho, que é saudade, que é pressa de reencontro, que é finalmente certeza depois de tanto tempo de nuvens duvidosas a tapar o bonito encanto da tua magia que, segundo as tuas palavras, está finalmente de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

Parece que já estou a imaginar-te de novo sentada atrás do biombo por onde tantas vezes espreitei, afogada em facturas que a mim sempre me pareceram escrita russa ou árabe ou pior ainda, feliz a conferir números e equações, cantando ao de leve as músicas que a rádio te oferece, antes de decidires visitar a nossa que agora é a sala deles, onde tantas vezes me encantei com a harmonia da tua presença, sempre leve, tipo brisa fresca em dias quentes de verão, qual corrente de ar que janela nenhuma jamais será capaz de reter.

Desta tua amiga e admiradora que já voltou... Pois é, Xristas, não precisavas de escrever mais nada para me encantar como se encantam as crianças e te garanto, fosse eu um desses que premeiam os que merecem e tu diante de uma plateia rendida, de certeza corada de vergonha, a agradecer tantos aplausos com palavras meio atrapalhadas, meio sem jeito, palavras a saca-rolhas que isto da fama não é coisa para ti, mas por certo feliz, desejosa de correr logo logo para o teu cantinho atrás do biombo onde contas sem fim te esperam há tempo demais para ser verdade.

É tão bom ter-te de volta.